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domingo, 1 de junho de 2008

In God we trust

Minhas reflexões em forma de crônicas...
Escrita em 1 de setembro de 2004.

“In God we trust” significa “Em Deus nós confiamos”.


Onde você imagina que eu li essa frase? Numa camiseta que alguém comprou sem se importar em traduzir as palavras estrangeiras? Num livro de um curso de inglês? Foi na capa de um vídeo? Num trailler de um filme? Num CD religioso ou de rock? Não, não foi.

Já que é difícil descobrir, vou facilitar, lhe dar uma pista. Pense na frase “Deus seja louvado”. Há muita semelhança entre a fonte desta expressão tão conhecida de todos nós brasileiros, com a anterior. Onde você já leu está frase? Num folheto de culto e na Bíblia? Isso. E onde mais? Não consegues lembrar? Pense bem.

Se fosses mais detalhista poderias ler “Deus seja louvado” quase todos os dias. Ela acompanha o beija-flor, a tartaruga-marinha, a garça, a arara, o mico-leão-dourado, a onça ou ... Não me lembro que bicho estamparam na nota de cem reais! Percebo que atrapalhei sua descoberta. É, todas as cédulas dizem algo que não combina muito com qualquer moeda que o Brasil já teve. O dinheiro tem estreitas relações com ganância, desonestidade, discriminação, exclusão, pobreza, tráfico, politicagem, etc. É incoerente registrar algo tão puro num papel cada vez mais imundo por causa dos interesses desumanos.

Estaremos louvando a Deus quando os moradores de rua tiverem uma casa aconchegante, as crianças não sentirem fome, os doentes receberem o tratamento correto, as famílias não precisarem temer o fantasma do desemprego, os investimentos estiverem voltados para invenção de coisas úteis, os poderes públicos forem formados por gente que trabalha pelo bem social, e enfim, as riquezas forem melhor repartidas.

Pelas coisas que escrevi, já deixei evidente que a frase que intitula minha crônica, está impressa numa moeda dos Estados Unidos da América. Encontrei-a, perdida entre tantos centavos de Euro, que foram trazidos por um trabalhador criciumense que esteve em terras portuguesas.

Outra coisa interessante que observei, desta vez, nos centavos da moeda comum dos europeus portugueses foi a letra T destacada dentro do nome de seu país, parecendo mais com a cruz de Cristo do que com a cruz de Malta.

Penso que os americanos podem escrever que confiam em Deus, mas não deve ser recíproco. E os brasileiros não se comprometem tanto pedindo apenas que Deus seja louvado.

Sete minutos

Minhas reflexões em forma de crônicas...
Dediquei muitas horas de estudo para conhecer um material didático interessante para ensinar polinômios aos alunos da sétima série. Planejei as aulas cuidadosamente. Fui além, elaborando jogos. Organizei a turma em grupos de quatro membros. Distribuí quadrados e retângulos azuis e vermelhos. Peguei a listagem de exercícios. Iniciei o conteúdo sempre interagindo com a classe.


De repente, percebi que quatro meninos estudavam para a prova de Ciências que aconteceria assim que meu tempo terminasse. Fiquei indignada. Mais ainda, depois que descobri que aquela avaliação seria com consulta! Critiquei-os, cheia de razão, sob meu ponto de vista: “Vocês apresentam dificuldades em matemática. Eu preparo uma aula prática para que possam compreender melhor o conteúdo em questão. O que pretendem? Fico decepcionada com essa atitude que me leva a crer que realmente não preciso ajudá-los. Se reprovarem, posso lavar minhas mãos. A minha parte, eu fiz e bem feita.”

Após desabafar na sala dos professores, ouvi uma sugestão: “Assista uma peça teatral gravada em DVD, intitulada Sete Minutos, com Antônio Fagundes. Irás se identificar com o ator decepcionado e irritado com as atitudes do público. Ele próprio a escreveu relando os problemas encontrados nos palcos em relação ao comportamento da platéia. Assim, vai lhe ajudar a superar essas decepções.”

Sempre gostei da interpretação de Antonio Fagundes na televisão e no cinema. A partir de agora eu o admiro incondicionalmente. A peça que vi é obra de sua vivência de ator iniciada há trinta e sete anos, quatro anos antes do meu nascimento!

Pude fazer comparações do trabalho dele com o meu em sala de aula, que excedem o espaço que me é reservado para escrever. Ele reclamava das tosses, dos roncos, dos celulares tocando, das balas sendo passadas, do barulho do pacote de batatinhas e do homem que teve a audácia de tirar o sapato e colocar os pés sobre o palco. Eu pensava nas coisas que perturbam, nós professores, enquanto ministramos nossas aulas: chicletes, pirulitos, papéis de bala no chão, bonés tapando os olhos, conversas sobre namorados, bolinhas de papel, espelhos, batons, escovas de cabelo, alunos na janela, recadinhos circulando, carteiras riscadas, livros esquecidos, tarefas esquecidas, materiais esquecidos, trabalhos esquecidos.

O que dói não são os fatos isolados. O que nos machuca é saber que nos preparamos para apresentar um modesto espetáculo e somos desrespeitados por pessoas que deviam estar ávidas para buscar ampliar seus conhecimentos, desenvolver seu raciocínio e partilhar idéias.

Fagundes, representando a si próprio na peça, recusou-se a continuar com a peça por causa do comportamento de algumas pessoas e expulsou todos do teatro. Os protestos dos expulsos e dos atrasados, impedidos de entrar, lhe renderam muitas críticas, inclusive, dos próprios colegas. Que professor já não foi criticado por não aceitar que um aluno entrasse atrasado ou por ter retirado da sala alguém que tenha lhe ofendido? Inclusive, pelos próprios colegas de profissão? Ele admite: “O ator que faço é o único que leva pancada de todos os lados e é o que mais tem a aprender.”

As nossas reclamações podem ser uma declaração de amor ao Magistério. Concluo com as palavras de Antonio Fagundes: “A peça é uma declaração de amor porque estou prestando atenção a eles. Seria uma agressão se eu ignorasse aquelas pessoas. Pode fazer o que quiser que não me atinge! Não, me atinge, eu me incomodo com eles, eu me preocupo com eles. Não é só uma declaração de amor quando você diz que ama; é uma declaração de amor quando você diz que se importa.”

Música e matemática: coisas divinas

Minhas reflexões em forma de crônicas...
Quando eu me sentia envolvida pela magia de uma música, imaginava o quanto poderia ser feliz se tivesse nascido com o dom de tocar habilmente um saxofone ou de encantar com uma linda voz, emocionando as platéias do mundo. A esplêndida beleza sonora, intrínseca nessa arte, fez-me suspeitar que os artistas da música “não têm carma ruim”: eles seriam exemplos de pessoas perfeitas aos olhos de Deus. Não me refiro a qualquer cantor de banda, compositor, baterista ou pianista. Falo daqueles que mesclam sua alma com as canções que executam, exteriorizando a complexidade dos sentimentos inerentes às criaturas vivas.


Entrei no Magistério na época em que a novela “A viagem” estava no ar. A história baseava-se na doutrina espírita que acredita na reencarnação. Segundo seus seguidores, morremos e renascemos para restaurarmos nossas maldades, injustiças, mentiras, enfim, temos que arcar com as conseqüências dos pecados práticos em vidas anteriores. Devido a essa filosofia, surgiram comentários gozadores e autodepreciativos: “Se uma pessoa tem como profissão ser professor significa que na vida passada ela foi extremamente má e precisa evoluir muito no sentido espiritual. O jeito mais rápido de pagar seus pecados é entrando numa sala de aula. Agüentar os alunos e ser humilhado pelo salário que recebe é um verdadeiro castigo.” Alguns, ainda acrescentavam: “Coitado de quem ministra aulas de matemática! Esse não consegue evoluir. Terá que reencarnar como professor de Educação Religiosa.”

Sabemos que um músico pode fazer da própria vida um inferno, acabando com a harmonia interior. Temos certeza de que um professor tem condições de vivenciar o Paraíso antes da “passagem definitiva”, afinal, já existem anjos ao seu redor. Tudo depende das concepções adquiridas, dos objetivos traçados e da crença na sua capacidade de amar e de agir em favor do próximo.

Frei Betto diz, sabiamente: “Acredito que Deus, ao criar o ser humano, deu-nos algo mais que Seu amor e semelhança para que merecêssemos ser considerados sua imagem e semelhança: a música e a matemática. São coisas divinas. A primeira, por ser uma emanação espiritual, articulada pela cadência de vibrações sonoras na pauta do tempo, capaz de elevar ou deprimir nosso espírito, agitar ou relaxar nosso corpo. A matemática, por nos permitir captar a mente divina.”

Entender o lado divino da música é fácil. Há cultos religiosos onde os fiéis passam a maior parte do tempo cantando e dançando discretamente. É assim que seus corações são tocados pela presença do Senhor Todo-Poderoso! Quando escolhemos ouvir nossas músicas prediletas, nos damos o prazer de nos encontrar, esquecendo as crueldades e violências da rua. Em todas as fases da vida, especialmente na juventude, curtimos os diversos tipos de música, porque isso faz bem para nossa mente.

O grande desafio está em mostrar a beleza existente na Matemática, na Geografia, na História, nas Artes, na Sociologia, nas Línguas, etc. Como ver Deus nessas coisas? Como colocar o Ser Humano no Além, sem ter que morrer para isso? Captar a mente divina é complicado, mas temos que ser persistentes tentando “abrir nossas mentes humanas” para o exercício consciente da justiça e do amor.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Texto: Um pé de árvore

"Conheci Criciúma no ano 2000. Fiqui impressionada com os coqueiros plantados em todo o percurso da Avenida Centenário. Fiz essa foto em 2007."
Um pé de árvore

Texto escrito por Ana Lúcia Pintro em 19 de julho de 2006

Olhe para a primeira árvore que encontrar e diga qual é o nome dela. Não sabe? Pergunte para a pessoa que estiver mais próxima. Ela também não sabe? Pergunte às outras pessoas. Ninguém sabe? Então, troque, tente identificar outra árvore. Também não consegue?
Será que vale à pena conversar com mais gente tentando buscar aprender mais sobre esse assunto simples e desafiante? Seus conhecidos estranharam seu questionamento, ao invés, de ficarem surpresos ao descobrirem que não sabem o nome da árvore sob a qual sentam todos os dias durante o intervalo do almoço, ou que cresceu no quintal da própria casa ou ainda, que ornamenta a rua onde residem?
Passe pela praça e observe a beleza de cada planta antes de regressar ao seu lar. Você sentirá dificuldades para explicar aos seus familiares onde exatamente visualizou um ninho porque não sabe dizer: “Há um ninho de tico-tico nos galhos da Tipuana.” Talvez, você saiba o nome da árvore e lhe dêem uma resposta que a coloca de volta à estaca zero: “Nunca ouvi falar que existe árvore com esse nome!”
Você quer informar seu irmão de que deixou seu carro no estacionamento em frente ao hospital, debaixo de uma paineira e se vê forçado a dizer: “Deixei embaixo daquela árvore que solta um algodãozinho.” Se ela não estiver nessa fase, talvez, você diga: “Deixei embaixo daquela árvore que tem uns espinhos no caule”. Na verdade, não são espinhos, são acúleos. De repente, neste dia sua distração e desconhecimento excedam o admissível: “Deixei meu carro embaixo de um pé de árvore.”
Provavelmente você é capaz de escrever o nome de trinta árvores. Imagine que ao entrar num bosque encontrarás todas as espécies descritas e terás que colocar placas identificando cada uma. Conseguirás? Talvez saibas onde está o pinheiro, o eucalipto, o coqueiro e as frutíferas. Porém, na sua lista aparecem cedro, canela, bracatinga, plátano, cangerana, peroba e tantas outras que o deixam confuso.
Quando você começou a falar, seus pais repetiam diversas palavras importantes: papai, água, boi, vermelho, pé, etc. Você fez a mesma coisa com seus filhos, afinal de contas, eles precisavam diferenciar os parentes, os animais, as partes do corpo, as cores e coisas necessárias para a sobrevivência. Por que será que não estão entre elas, grama, seringueira e orquídea?
Somos capazes de citar o nome de diversos animais do continente africano, de inúmeros atores estrangeiros, de carros de todas as marcas, de cantores brasileiros, de elementos químicos, de políticos, de aparelhos tecnológicos e no entanto, nunca perguntamos como se chama aquela árvore alta plantada ao lado da escola onde estudamos por mais de oito anos.
Enquanto ignoramos a presença das árvores, o mundo moderno faz o mesmo conosco. Antigamente, todos se conheciam pelo nome e sobrenome, independente da capacidade de dar frutos ou de pertencer a famílias nobres. Enquanto a tucaneira se transforma em “um pé de árvore”, o número do CPF se torna mais importante que nossos nomes documentos. É assim que o mundo segue!

Texto: Minhas árvores de estimação

Minhas árvores de estimação

Texto escrito por Ana Lúcia Pintro em 21 de junho de 2006
Tive duas árvores de estimação: um plátano e uma açoita. Ambas eram majestosas, imponentes, transmitiam energias positivas e lindas sob meu ponto de vista.
O plátano cresceu em frente ao antigo pavilhão da comunidade onde morei quando criança. Lembro-me que, sentada à sombra de sua enorme copa sustentada por um tronco curto e grosso, eu ria da vida junto com minhas amigas. Eu o achava poderoso, encantador e imaginava que se pudesse subir pelos seus galhos, viveria a mesma aventura de “Joãozinho e o Pé de Feijão”. Nos sábados à tarde, costumávamos recolher suas folhas espalhadas sobre a grama porque no domingo haveria culto e os adultos queriam o pátio limpo.
Há um plátano ao lado da Igreja São José de Criciúma. No momento, ele está parcialmente escondido pelo tapume colocado na área, devido à ampliação da igreja. Confesso que não fiquei preocupada com o abacateiro e com os flamboyans, quando os meios de comunicação tornaram públicas as discussões sobre a possibilidade de arrancá-los em função da obra que se iniciava. Ninguém falou sobre o plátano, mas como ele está tão próximo das outras árvores, desconfiei que corria risco, também. Um taxista com ponto naquele local, sem saber, tranqüilizou-me naquela época.
Os meus sentimentos podem parecer ridículos às pessoas, dentre as quais me incluo, que convivem num mundo tecnológico, ganancioso e afastado dos elementos da natureza. No entanto, nos dias que eu reservava um tempo para sentar nos bancos da igreja e fazer uma oração, procurava sair pela porta lateral e sentir de perto meu passado através da presença daquela planta especial. Li algo interessante que ajudou-me a compreender minhas saudades: “Os plátanos vivem intensamente as estações do ano. Na primavera, ficam cheios de rebentos e folhas novas de um verde claro, no verão os plátanos ficam frondosos e cheios dando uma sombra apetecível, no outono as folhas tornam-se totalmente amarelas e no inverno perdem toda a folhagem ficando totalmente despidos apenas com o tronco e os ramos. Observar um plátano, é observar o desenvolvimento das estações do ano e, conseqüentemente, o andar do tempo”.
A açoita, era assim que meu pai a denominava, nasceu numa encosta e sobreviveu alguns anos, além de suas conterrâneas, por causa de seu tamanho. Ao redor dela havia uma plantação de milho. Meu serviço era capinar o mato que ameaçava o milharal. Nas horas, em que eu descansava, ficava admirando seus galhos retorcidos, as frestas que apresentavam como pano de fundo o céu azul, as diferenças de tons entre as partes externas e internas da folhas, os musgos suspensos, os cipós dependurados, os passarinhos descansando. Eu desejava ter coragem e força para poder subir até sua copa! O lugar onde suas raízes se fixaram era privilegiado pela visão que apresentava.
Aquele plátano e aquela açoita não suportaram o massacre do progresso. Ele foi arrancado quando construíram um Centro Comunitário de material, com quadra esportiva, cancha de bocha, cozinha e vestiários. Ela foi vendida para uma serraria qualquer e seus pedaços menores queimados num fogão à lenha que também não existe mais.
Haverá o dia que não existirão, também, as pessoas que se recordam dessas árvores. Ninguém fica pra semente... Deveríamos, pelo menos, plantar coisas boas antes de morrer.

Texto: A plantinha que ninguém vê

"Eu moro nessa rua. Há mais de um ano, tenho observado e admirado a pequena planta que cresce nesse lugar exótico. É póder da persistência..."

A plantinha que ninguém vê

Há uma rachadura no alto da parede lateral do Palácio do Estado, antigo Fórum de Criciúma.
Os azulejos trincados chamaram minha atenção por causa de uma plantinha de uns vinte centímetros que vingou num lugar incomum. Encantada, olho para ela, que parece olhar as bandeiras hasteadas logo à frente. Impressiona-me o lugar onde a natureza a colocou e a sua resistência às intempéries e inconveniências.
Eu a vejo como um símbolo do cidadão brasileiro que trabalha, pede socorro, luta pela sobrevivência , enfrenta os problemas, mantém a consciência tranqüila e sob o concreto urbano, sente-se isolado no meio de uma multidão. Apesar disso tudo, ambos, não desistem de viver: superam o frio, o vento, a fome, a sede, acomodações ruins, o barulho infernal das buzinas, a poluição do ar e a indiferença dos semelhantes. O prédio do Palácio do Estado abriga: o Cartório Eleitoral; A Junta Militar; A Casa da Cidadania que atende pequenas causas através do trabalho desenvolvido por estudantes da UNESC; O Tribunal Regional do Trabalho – TRT; o Procon – órgão de defesa do consumidor; O Conselho Tutelar; o GAPAC – Grupo de Apoio e Prevenção à Aids; a União das Associações de Bairro de Criciúma – UABC; e uma Organização Não-Governamental chamada Amor Exigente que trabalho com usuários de droga. Não fiz uma pesquisa criteriosa sobre os órgãos e as instituições que ocupam esse espaço, mas acredito, que estou escrevendo informações corretas.
Aquela singela plantinha representa as diversas pessoas que entram naquele prédio para cumprir com um dever cívico, participar do processo democrático, denunciar, reclamar alguns direitos, colaborar com a sociedade, ajudar necessitados ou pedir apoio e orientação. Às vezes, desesperadas e fracas, outras, fortes e conscientes. Há casos de perplexidade diante dos abusos cometidos pelos seres humanos, de revolta em relação à desonestidade e de desinteresse pela pátria. Mas, existem também, ações bonitas de grupos preocupados em melhorar a vida dos habitantes de seu bairro, das famílias, dos doentes e dos desprivilegiados financeira e culturalmente.
Fico perguntado-me, se provoquei ou não, a curiosidade de alguém. Haverá um motorista esperando a sinaleira abrir ou um pedestre andando pela Rua São José, procurando pela pequena arvorezinha presa aos azulejos cor-de-rosa? Acho improvável porque pressinto que ela será esquecida antes de morrer, assim como as pessoas carentes de assistência e carinho. Nos comovemos com as lições dadas pela vida e logo as esquecemos. Infelizmente, é assim que somos!
O Palácio do Estado está em reformas. Os pedreiros que trabalham no local retiraram a plantinha (que parece ser uma figueira) e a plantaram num vaso. Pretendemos plantá-la na Praça do Congresso no dia da árvore, 21 de setembro.

Texto escrito por Ana Lúcia Pintro em 31 de maio de 2006